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N5X Summit 2026 debate transição do mercado livre de energia para modelo com contraparte central

Evento reuniu mais de 300 lideranças do setor elétrico, instituições financeiras e reguladores em São Paulo para discutir criação de modelo com contraparte central (CCP)

A transição do modelo de negociação bilateral para um ambiente com contraparte central (CCP) foi o tema central da terceira edição do N5X Summit, realizada nesta quinta-feira (17), em São Paulo, com foco no papel da clearing para gestão de risco e atração de capital global.

O evento reuniu executivos da L4 Venture Builder, B3, Nodal Exchange e EEX Group, representantes de órgãos reguladores, instituições financeiras, entidades e empresas do setor de energia.

Os mais de 300 participantes acompanharam painéis e discussões sobre os desafios e as necessidades operacionais para a modernização do mercado livre de energia, abordando temas como evolução da infraestrutura de negociação, gestão centralizada de riscos e segurança jurídico-regulatória.

A agenda também apresentou exemplos de quem já percorreu esse caminho. No Japão, ecossistema com histórico semelhante ao brasileiro, o mercado futuro lançado em 2020 partiu do zero e movimenta hoje cerca de 200 TWh por ano, com pouco mais de 30 empresas operando diretamente.

As resistências iniciais do mercado à mudança foram um dos pontos centrais da entrevista com Bob Takai, CEO da EEX Japan, que descreveu como a construção colaborativa junto ao mercado, a estrutura institucional e regulatória adotada no país sustentou o ganho de liquidez, a melhora na formação de preço e a chegada de novos participantes ao mercado ao longo do tempo.

Já na Europa, a compensação multilateral e a liquidação financeira da ECC, contraparte central do Grupo EEX, respondem hoje pela grande maioria das negociações de energia da Alemanha.

Durante o evento, os painelistas apontaram que o mercado livre de energia, que hoje negocia aproximadamente 1.500 TWh anuais de forma bilateral, pode crescer aceleradamente e atrair capital internacional com um modelo de contraparte central (CCP).

Para a co-CEO da N5X, Camila Pantera, a edição de 2026 consolidou o evento como um fórum de alto nível para debates setoriais e para a co-construção de um mercado de energia mais sofisticado e moderno.

"Mesmo reunindo participantes de diferentes lados do mercado, cada um com sua própria visão sobre determinados aspectos, as discussões convergiram para um ponto comum: o de que uma clearing de fato reduz o risco de contraparte, o que no final se desdobra em mais liquidez, mais operações e mais saúde para o mercado", disse ela.

Atravessando o processo regulatório para tornar-se a primeira clearing de energia do Brasil, a N5X destaca que o lançamento de seu modelo de contraparte central chegará no momento em que o mercado mais precisa.

"Estamos concluindo um projeto que começou há três anos e que está chegando justamente quando o mercado mais precisa dessa infraestrutura, em função da crise de crédito que o setor está enfrentando. Por isso, vemos o mercado se unir cada vez mais em torno dessa ideia, e este evento representa muito bem esse movimento que temos visto acontecer com mais e mais força. Estamos muito animados com nossa entrada em operação no ano que vem", diz Guilherme Netto, co-CEO da N5X.

Entre os nomes que participaram dos painéis estavam: Alessandro Cantarino (Vice-Presidente da ABRACEEL), Alexandre Zucarato (Diretor ONS), Bob Takai (CEO da EEX Japan), Camila Maia (Jornalista da MegaWhat), David Fuertes (Executive Director, Head of Americas Sales, Exchange Traded Derivatives & OTC Clearing do Santander), Demetri Karousos (CEO of Nodal Clear, President and COO of Nodal Exchange), Edgar Silva (Head of Power Trading Brasil da Hydro), Eduardo Rossi (Diretor de Segurança de Mercado na CCEE), Felipe Calabria (Superintendente da ANEEL), Gustavo Ayala (CEO do Grupo Bolt Energy), Leonardo Morais (Head de Trading de Energia da Eneva), Luiz Masagão (Vice-Presidente de Produtos e Clientes da B3 e Conselheiro Observador da N5X), Marcelo Carvalho (Chief Risk Officer da B3), Omar Oliver (Head of Commodity Futures Americas do BNP), Ricardo Brunet (Head de Comercialização da (re)energisa), Rutger Schellens (CEO do ABN AMRO Clearing) e Steffen Riediger (Diretor de Desenvolvimento de Negócios da EEX), além de executivos da própria N5X.

A N5X pretende repetir o resultado desta edição no segundo semestre de 2027, com a quarta edição do Summit, reforçando o compromisso da empresa de manter o evento como um espaço de referência para debater os avanços e desafios do mercado livre de energia.

Sobre a N5X

Fundada em 2023, a N5X é a plataforma completa para negociação de energia, que combina a expertise local em infraestrutura do mercado financeiro com a experiência do Grupo EEX no desenvolvimento bem-sucedido de mercados internacionais de energia. Ela opera em uma joint venture entre a brasileira L4 Venture Builder, fundo independente da B3, e a Nodal Brazil, parte do EEX Group e sediada nos EUA.

Para mais informações, visite: https://n5x.com.br 

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